segunda-feira, 21 de setembro de 2009

- O que se tornou (?!)


Quem é você? O que se tornou? Você que era o exemplo de pureza e perseverança, você que não se deixava ludibriar por promessas tão medíocres e míseros momentos de uma pseudo-satisfação. Você que nunca quis ser a melhor entre os outros, mas sempre ofereceu o melhor de si por eles. Você que inocentemente jurava amor eterno e ainda por cima acreditava nessa eternidade. Você que nunca invadia a privacidade alheia apesar de abrir mão da sua. Você que aconselhava sem ser ouvida, que o seu bem era o bem do próximo, que a sua felicidade era o sorriso visinho, e sua angústia, a lágrima de outros olhos. E de repente o espelho não reflete o mesmo brilho, e aquela magia toda se foi e não volta mais, não se pode encontrá-la. E de repente as cores fogem e as coisas fogem do controle. Tudo, subitamente, muda para um tom sombrio e você se vê fazendo o que estava completamente fora dos seus planos. Que planos? Você nem se recorda daquelas palavras que dizia internamente/externamente ... tanto faz. E da sua boca saem coisas que você nunca imaginou proferir, e você se vê capaz de coisas antes impensáveis, capaz até de crimes... bom, depende do ponto de vista”, é o seu argumento único e infalível. Desprezível, quem você se tornou desconhece o que você realmente é, e essa transição nem você sabe ao certo quando, como ou porque aconteceu. E que “a efemeridade de seus atos nada mais é que puro acaso, afinal, um momento de êxtase que seja não tem preço”, foi o que ouvi você mesmo dizer. Nada mais resta além da sombra de tudo o que você já foi um dia. Quem é você agora? Que nessa história, agora anjos são demônios!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Minha história !



Meu ideal seria escrever uma história na qual eu conseguisse contar fielmente cada momento da minha vida desde onde eu pudesse lembrar, e retratar cada cena com a devida emoção, exatamente como me senti, e resgatar memórias que nem eu mesma teria noção de que permaneciam exatamente como foram dentro de mim. Poder fazer com que, ao ler minha história, cada pessoa se identificasse com pelo menos uma reconstrução do passado, e transmitir cada cor, cada sentimento, e até mesmo cada brisa que me tocara no instante narrado. Meu ideal seria juntar cada pedacinho de papel que rasguei numa hora de raiva, pegar de volta cada lágrima que caiu no chão, engolir cada risada que saiu de minha boca e regurgitar cada ofensa que tive que engolir, não que eu tenha me arrependido, mas para colocá-las no papel de forma que pudessem ser revividas por mim e por quem as apreciasse num momento de leitura.
Detalhar cada lugar em que estive, cada sorriso que presenciei, cada arco-íris que enchiam meus olhos, cada data que relutei em guardar, cada mágoa que quis esquecer, cada papel de presente dilacerado num momento de curiosidade, tudo o que quis preservar intacto dentro de mim e acabei perdendo pelo caminho, tudo o que quis esquecer apesar de permanecer impregnado em minha mente. E poder descrever todos os deslizes que dei, as coisas que deveriam ter sido ditas e não disse, os erros que cometi e dizer que alguma coisa aprendi com eles e poder evitar que outros os cometessem, mas vissem a sua própria história escrita ali. Mesmo sabendo que, ao dizer que foram os “baixos” que me levantaram, as mentiras que me mostraram a verdade, as desilusões que me fizeram sonhar mais alto e os desamores que me ensinaram a amar mais intensamente, ninguém acreditaria. Ainda assim o escreveria, sem me importar em perguntar incessantemente: Por que favor ninguém acredita na minha história?
 
o coração fala pra quem sabe ouvir ,. ! - temas blogspot - mario jogos