quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O lugar de Deus é intransferível !


 Nós, enquanto seres humanos, desenvolvemos o sentimento de admiração ou a atitude de respeito, de apreciação por alguém, por qualidades, méritos, quando algo ou alguém nos agrada e nos inspira. Mas, ao colocarmos esse sentimento em evidência, ele se torna fanatismo podendo também ser considerado uma forma de idolatria.
Idolatria é amor ou paixão exagerada, veneração por pessoas, imagens, habilidades alheias e até por seres inanimados, é adorar a criação em vez do Criador. A Bíblia diz em Romanos 1:22-23Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.”
Todos concordamos que o tempo que passamos fora da igreja é maior do que o que passamos lá dentro, e nesse tempo em que estamos fora nos ocupamos de outras atividades, como ler, ouvir música, assistir TV, jogar bola... e certamente, enquanto exercemos essas atividades achamos algo que nos chama muito a atenção, como um bom cantor, um bom jogador/esportista, um bom escritor, entre outros. Devemos tomar cuidado para que esses atrativos não ocupem tempo e, consequentemente, lugar (prioridade) maiores do que o que estamos oferecendo a Deus.
Não confundam, porém, idolatria com inspiração. Pessoas ou atitudes que se destacam dentre outras que despertam em nós novas ideias ou vontade de criar/desenvolver habilidades são fonte de inspiração que podem até nos ajudar a descobrir dons e vocações que antes não tínhamos consciência de que éramos capazes.
Algumas vezes, passamos a reconhecer algo ou alguém como nosso ídolo a partir da convivência com alguém que também toma esse algo/alguém como seu ídolo; é o resultado de estarmos sempre vulneráveis às influências negativas e, por isso, devemos ter um cuidado especial para não nos deixarmos pressionar de uma forma ou de outra – sendo honestas e pensando por nós mesmas. A Bíblia diz em Êxodo 23:2-3Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda darás testemunho, acompanhando a maioria, para perverteres a justiça; nem mesmo ao pobre favorecerás na sua demanda” e em Provérbios 4:14-16Não entres na vereda dos ímpios, nem andes pelo caminho dos maus. Evita-o, não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo. Pois não dormem, se não fizerem o mal, e foge deles o sono se não fizerem tropeçar alguém.”. A influência de más amizades pode causar muitas decisões erradas, mas com consequências que enfrentaremos sozinhas. Seja firme nos seus princípios cristãos e recuse-se a ceder ao pecado (“Por honra e por desonra, por má fama e por boa fama; como enganadores, porém verdadeiros.” 2 Coríntios 6:8).
Deus se preocupa em nos alertar sobre a idolatria, pois deseja que reconheçamos que a glória pertence somente a Ele, sendo Ele o autor de toda a criação, o mentor das nossas decisões, o guia de nossos caminhos, o perdoador de nossas dívidas e o galardoador de nossas vitórias, sob a condição de que o adoremos sobre todas as coisas e testemunhemos desse amor (“Não vos virareis para os ídolos, nem vos fareis deuses de fundição. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.” Levítico 19:4).
“Portanto, meus amados, fugi da idolatria.” 1 Coríntios 10:14

fazei tudo para a glória de Deus.



O conceito bíblico de ‘namoro’ é circunstancial, isto é, na Bíblia não há a expressão namoro, como também não há a palavra trindade. Apesar do termo não estar na Bíblia, nela estão os princípios que devem orientar a vida do cristão em todas as áreas. Um texto bíblico que deve estar na mente de todos os jovens que estão namorando ou que pretendem namorar é: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.” (I Co. 10.31). Tudo o que fizermos deve ser para louvor do nome do Senhor, pelo contrário seria melhor que não fizéssemos.
Nós, enquanto cristãs, devemos estabelecer Deus como o membro principal dentro de qualquer relacionamento, Ele não pode ficar de fora. O que começa sem Deus tem grande probabilidade de terminar em fracasso. Não orar é começar um projeto deixando Aquele que é mais importante em segundo lugar, e este não é o devido lugar do Senhor, Ele deve ser o primeiro em qualquer circunstância, e toda escolha relevante que fazemos deve ser resultado de oração. Quando a jovem submete o seu querer à vontade de Deus, ela está dando o passo mais acertado na construção de um relacionamento promissor. Na vida, existem momentos de bonança e de tempestade. É quando se passa pelas adversidades que se descobre o quanto é importante ter Deus no controle do nosso barco. Um namoro que acontece sem que o casal se preocupe com uma cobertura constante de oração, na hora de um forte vendaval não resistirá à força do vento que sopra com força incontrolável.
Assim como todo relacionamento, o namoro está sujeito à ocorrência de desentendimentos ou choques de interesse; cabe então a ambas as partes admitirem os próprios erros e dispor-se a consertá-los. Tudo isso acontece na base do diálogo, pois cada atitude que tomamos está aberta a diferentes interpretações, ou seja, o que parece certo para você pode prejudicar as pessoas que estão à sua volta e para que isso não aconteça é sempre bom deixar bem delimitado o espaço (liberdade) entre namorado e namorada para que tenham intimidade suficiente para advertir um ao outro sobre esses erros (sem posteriores ressentimentos) visando o melhor convívio entre si.
Deus é bastante transparente sobre como devemos nos relacionar com outra pessoa. O parceiro deve ser considerado, isto é, a palavra de Deus é muito clara quando diz: Não vos ponhais em jugo desigual (...)” (2 Co. 6.14). É uma atitude sábia perguntar se seu namoro tem ou não uma relação espiritualmente crescente com o Senhor. As moças devem conservar sua dignidade e jamais abrir mão dos seus valores. Isso não significa que devemos nos fazer de difíceis, mas sim, ser alguém com critérios bem definidos para aceitar ou não namorar a pessoa que nos busca para um relacionamento.
É preciso sentir admiração sincera (e não só atração) que deve ser expressa com frequência. As diferenças entre os papéis da moça e do rapaz diante o namoro devem ser reconhecidas. O verdadeiro romance vai além das necessidades do amante para ministrar às necessidades do ente amado. Quem namora, deve sempre lembrar que está passando por um ‘preparatório pra o casamento’, por exemplo, quando a jovem é uma namorada insubmissa e mandona, esse comportamento tende a piorar no casamento. Muitos maridos sofrem hoje porque pensaram que poderiam inverter a situação depois do matrimônio. O respeito à posição de cada um no relacionamento deve começar no namoro. Saiba que o casamento não transforma as pessoas, mas tira-lhes a máscara; o namoro é o período de ajuste e encaixe de ambas as partes. Um namoro bem sucedido se constrói com respeito e confiança.
E lembre-se, toda grande conquista custa um alto preço.
Por Vilma Klosouski

domingo, 18 de julho de 2010

medo .


  Eu prefiro fugir dos medos que tenho do que enfrentá-los. É muito mais fácil deixar de senti-los se nos afastarmos do que fazer com que deixem de existir. Sim, eu prefiro o caminho mais fácil, porque sei que pelo mais difícil eu corro riscos de sucumbir a desejos que não são meus mas que se apossam de mim muito facilmente. E se a causa desses medos se aproxima o meu desespero também, a minha angústia se transforma em sofrimento e meu coração já não se mostra tão forte e incorruptível quanto costumava ser. Eu tenho medo das lembranças ruins, das memórias que me causam dor, porque as lembranças boas eu sei que posso controlar, mas as ruins não. Porque as boas recordações fui eu quem escolheu guardar, mas as más ficam por teimosia, por conseqüência ou sei lá por que motivo. Mas ao mesmo tempo que tento me esquivar a falta de reação me atinge e eu já não sei de onde tirar forças para caminhar na direção contrária a essas assombrações, fico imóvel, paralisada, sujeita ao acaso desses espantos. Não tenho tempo suficiente para encontrar o devido esconderijo, não quero armas para lutar, quero fortalezas as quais possam me encobrir, quero um escudo, uma armadura, um cavalo de fuga... quero dormir, acordar e perceber que foi tudo um pesadelo cruel e medonho, mas apenas pesadelo. Não quero remédio para as feridas, quero maquiagem para as cicatrizes, para que ninguém as note e para que eu mesma as esqueça. Quero lembrar só quando eu quiser lembrar, não quero ficar a mercê de imagens que bombardeiem meus pensamentos com amontoados de más recordações.   
  Medo de ser escrava das coisas que não quero lembrar, medo de ser esquecida pelas pessoas que amo, medo da perda e medo de conviver com essa perda, medo de ser culpada por causar o fim de algo que tanto lutei para preservar, medo do não-reconhecimento pelo bem que proporcionei a alguém, medo de não ter feito o suficiente, medo de não fazer além do suficiente, medo de deixar alguém fazer a minha parte que eu não fiz e medo de ser cobrada por isso.

Medo: 1 Sentimento inquietante que se tem diante de perigo ou ameaça; FOBIA; PAVOR; TERROR; 2 Ansiedade diante de uma sensação desagradável, da possibilidade de fracasso etc.; RECEIO; TEMOR; 3 Atitude covarde.

terça-feira, 22 de junho de 2010

máscara [ ? ]



  Será que a imagem que transmitimos aos outros é sempre a mesma ou variamos conforme quem temos à nossa frente? Será que temos consciência do que somos pra cada uma das partes?
  Ao contrário do que se julga, a aparência deveria ser tida como algo positivo, afinal qual outra maneira de externar o que temos por dentro (princípios e personalidade) senão projetando isso no que os demais notam ao olhar-nos. Por esse motivo, a imagem residual de nós mesmos deve ser o mais aproximada possível da imagem que procuramos transmitir.
  Tendo consciência de que nem sempre desempenhamos aquilo que é esperado de nós, acostumemo-nos então a ter surpresas tanto positivas quanto negativas quanto à resposta vindo do outro lado. Transmitir os valores que cultivamos em nossas mentes e corações envolve a capacidade de cativar com um olhar, um sorriso, um gesto, uma expressão, sem deixar que estes venham a se tornar uma mascara da qual não conseguimos nos livrar depois.
  Só o tempo nos dá a avaliação daquilo que vamos nos tornando, do que passamos a significar e da diferença que podemos fazer pela vida a fora e das transformações que sofremos a par e a passo de desempenhar vários papeis e sofrer evoluções de cada relacionamento no qual nos envolvemos e das experiências que vivemos.
  Esse é então o maior desafio, porém a maior maravilha de ser humano, externar com clareza e transparência o nosso eu interior, desenvolver a capacidade de representar algo mais pelo que somos, pensamos e sabemos sobre a vida.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

esconder a chave ou quebrar a fechadura ? '

As coisas passam , e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Fortaleza insólita .

  Porque certos sentimentos tendem a ser anulados pela distância? Porque são tão poucos os laços que superam essa barreira invisível? Não seria justo dizer que o tanto que nos esforçamos para construiur tais elos quando estamos perto deveria ser suficiente para sustentá-los à medida que nos afastamos? 
  Não, não trata de ser justo, de ser forte ou trabalhoso.. tem a ver com o que eles representam. Que muitas das vezes pensamos estar construindo em grupo e de repente percebemos que estávamos sozinhos, puramente iludidos. De bem perto, temos a sensação de trabalhar incessantemente num muro, e quando nos afastamos percebemos que somente a coluna que construíamos é que permaneceu de pé, uma coluna que não é capaz de sustentar por si só aquela estrutura que existia apenas no nosso pensamento, no nosso coração. Qualquer que seja o sentimento, se ele realmente existir, transpassa a barreira física e torna-se imaterial podendo ser percebido mesmo a longas distâncias. E a certeza que ele de fato existe advem de demonstrações, atos que comprovam a real existência dos tais elos.
  Infelizmente, quanto maior a distância mais os laços se tornam vulneráveis. Numa estrutura, se os tijolos não estiverem devidamente encaixados tornam-se suscetíveis ao mínimo abalo, a qualquer brisa que ouse soprar em sua direção. O cimento? O amor é o cimento que une esses tijolos fazendo com que sejam inseparáveis, irreversivelmente unidos (pelo menos na teoria). Mas o que faz as pessoas pensarem que qualquer argamassa possa manter uma estrutura tão frágil de pé? Relacionamentos que se resumem apenas em projetos que nunca chegam a ser realizados. 
  Como e quando saber se não estamos sós num terreno baldio e improdutivo? Não saberemos.

sábado, 23 de janeiro de 2010

- when did it happen ? '





  I've always been waiting for something to hold on to, but, at this moment, I just can't see nothing so trustble that I could live my Life depending on it. No, I can't believe that everything is so simple that we look to a point and keep walking till we can touch it, I'm not that innocent.. what I mean is that I wanted to say that I have a point in my life, that I am really able to reach it out, but .. you know what? I'm not. I'm not strong enough, I'm not capable to make such a choice that could suddenly go wrong, 'cause the fault would be only mine and I can't handle it by myself.
  That's why I became so close to you in such a little time, that's why I always need to hear you say you're by my side, hear you say you can be as strong as I wanted I could be, hear you breath, feel your heart beating so fast that it seems to be talking to me and hear you say that your heart talks this way only with me. And your breath touching my skin wispers that I'm not alone anymore. That point, my point, I can only see when I look into your eyes. I realized that I was falling in love when I saw that everything that happened to me I wanted you to know, when I started doing all I had to do thinking about you, when I was lost in sadness and I knew that only a hug from you could take this all away and I knew that without you everything's sense would disappear.
  So, I can't say that something I saw reminded me of you, 'cause you are not a flash of memory, you are a constant light, always on my mind. I feel you by my side the whole time, and if I see something about you it's like I could look around and not just feel you but see you at all. I can't let you go even for a minute and it's not planned, I swear.

  Please, stay till the moon goes down, till the sun appears, till the heavy clouds go away, till the wind stop making scaring sounds, till the darknes vanishes all shadows that sorround me.. Stay till I feel certain that it's alright now, till I notice that I'm nothing without your arms around my body, till I learn to be thankful for your presence, till my heart gets the rythim of yours.. stay with me forever !



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010



Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

(Clarice Lispector)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Nada em vão .





Às vezes vivemos com metas e projetos ou simplesmente com um desejo: ser feliz de qualquer jeito.
A batida perfeita, a conexão entre a felicidade e você é simplesmente construída com o balanço da sua vida, pra ser mais claro, pra ser feliz basta ajustar seu coração com seus pensamentos.
 Muitas das vezes, pessoas chegaram a conclusões precipitadas, simplesmente por culpa dos obstáculos, por culpa de uma queda,  enquanto que o mais precioso para o nosso crescimento pessoal são os obstáculos e as quedas, não adianta espernear ou simplesmente construir um muro no meio do caminho, a base da felicidade não é feita apenas de ganhos e vitórias! Cair, errar e perder são as maiores virtudes, querendo ou não, se não fosse por esses altos e baixos nenhum de nós estaria onde está!
 Se não foi fácil chegar onde estou, se ainda tropeço em minhas palavras ou nas minhas próprias atitudes, às vezes, faço um jogo de superação, onde testo minha paciência, ajusto mesmo meu coração com a minha cabeça, e por mais que eu tente retornar no caminho consertando meus erros eu acabo seguindo com os erros e aprendendo ainda mais com cada um deles.
  Para se chegar onde almejamos chegar à vezes é preciso voltar atrás, esquecer que existe um sentimento chamado orgulho, abaixar e levantar a cabeça muitas vezes, convencer as pessoas de que ainda existe uma saída, não é fácil, mas é assim que se constrói um dia digno ou um futuro melhor, com erros e acertos, com perdas e ganhos, caindo e levantando.
 E ainda que não tenhamos conseguido realizar todas aquelas promessas cheias de esperança que fizemos à Meia Noite do dia 1º de Janeiro de 2009, temos a convicção de que se todos os planos e projetos, por ventura ou quimera não deram certo, ainda assim valeu a pena acreditar; se os sonhos que sonhamos juntos, por capricho do destino, não se realizaram, ainda assim, valeu a pena sonhar; se promessas foram feitas, mas por motivos alheios à nossa vontade, não puderam ser cumpridas, ainda assim, valeu a pena ouvi-las; se o desejo de partilhar uma vida foi sonhado, mas as vicissitudes desta não permitiram, ainda assim valeu a pena desejar; se o sonho de caminhar de mãos dadas ao entardecer , sem nada falar, apenas sentindo o prazer inenarrável da presença do outro, não foi possível, ainda assim, valeu a pena imaginar; se presentes foram prometidos (beijos, abraços, passeios ao nascer do sol), mas não puderam ser entregues, no dia combinado, ainda assim, valeu a pena esperar; se os momentos que passamos juntos, ainda que separados por uma tela fria do computador, não mais se repetirem, ainda assim ,valeu a pena cada palavra dita, cada lagrima sentida, cada beijo desejado, cada momento vivido. Se, em algum momento deste ano sentimos, por um ínfimo instante que fosse, o desejo de amar, tocar, beijar, abraçar, proteger ... mesmo que a realização dos nossos desejos não se concretize...Valeu a pena viver!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Porque é Natal .



Andou com pressa sem hora marcada para nada. Virou as esquinas pensando em como era bom virar alguma coisa. Tropeçou num treco qualquer no meio do caminho e só depois viu não se tratar de uma pedra. Os jornais que embrulhavam a pessoa deitada anunciavam uma liquidação imperdível. Ótimo. Tinha mesmo que comprar presentes. Corra, corra, não perca! Imediatamente, correu, embora não soubesse o endereço. Passou por uma mulher linda, um homem lindo, uma criança linda. Pensou: o mundo é bom. E a cidade cintilava com as luzes extras sem nenhuma beleza nem economia.
No meio da multidão, esbarrou em alguém que conhecia. Rapidamente, não se cumprimentaram. Na esquina, desejou felicidades à mocinha que lhe vendeu um sanduíche. Depois, sentiu, de repente, uma alegria. Mal podia esperar a noite. Gostava da comilança, da família reunida. Nessa hora, cresceu um buraco em seu peito que o fez logo pensar em doenças. Em seguida, imaginou curas. É o susto do tempo. De tudo parecer a mesma coisa. E é também a dor desse susto. São as horas corridas que se adiantam tanto, e para quê? Para todos os anos caírem sempre no mesmo dia. Era o que pensava. Só esperava que, se alguma vez morresse, fosse quando estivesse muito, mas muito doente, pois achava morrer saudável um verdadeiro desperdício. Calculava, no futuro, que seria capaz de saborear cada instante. Em pequenas ambições, vislumbrava roçar a carne vida.
Olhando assim, é uma pessoa como outra qualquer. Carregando um desejo como qualquer outro. Arrastando e alimentando o desejo. Deixando ele crescer. Invadir o peito, arrepiar os pêlos, subir à cabeça, desfiar os cabelos. É um perigo querer tanto assim. Talvez seja a época do ano. Você sabe. Aquela que nos faz gastar o dobro do dinheiro que temos. Aquela que nos faz pensar neles. No homem que morreu na cruz e no que anda pelo mundo inteiro, por incrível que pareça, de trenó. Um teve, no peso de sua dor, a dor de todos. O outro, velhinho, vive até hoje num lugar muito longe e frio. Coitados. E ainda têm que agüentar os teus pedidos. Esses desejos que vocês carregam, arrastam, alimentam. Vejam só:


Carregar - Ato de levar ou conduzir uma carga. Tornar sombrio, triste. Tornar mais intenso, mais forte. Exercer pressão sobre.
Arrastar - Ato de levar à força. Mover com dificuldade. Rastejar. Falar morosamente. Atrair, trazer atrás de si.
Alimentar - Dar alimento a. Nutrir, sustentar, conservar. Incitar, incrementar. Manter, prover.

Então o homem carregou os presentes até em casa, a mulher deixou mais forte o tempero da comida, o avô moveu com dificuldade a própria perna, a avó alimentou as crianças, e a menina comeu tudo, nutrindo a expectativa de enfim, naquele dia, ganhar um presente impossível porque era Natal.
Então o avô conseguiu sustentar com o próprio corpo o peso dos anos, a mulher falou amorosamente com o marido, o homem exerceu pressão sobre a esposa, trazendo-a atrás de si até o quarto, a avó rastejou a história mais comprida para as crianças, e o menino deu alimento a cada palavra, achando que naquele dia tudo em casa estava mais calmo e bonito porque era Natal.
Então a menina sustentou que Papai Noel não existia, o menino incrementou achando que aquela barba de algodão era mesmo patética e ridícula, o avô tornou-se sombrio porque perguntava e ninguém respondia, a avó incitou a filha a cuidar dos filhos e da cozinha, a mulher entristeceu, pois ela e o marido às vezes não se entendiam, o homem carregou o medo de perder tudo aquilo que nem tinha tanta certeza assim de que tinha, e todos prometeram evitar discussões naquele dia porque era Natal.
A pele brilhava. Perfeita. Se a levantasse apenas um pouquinho, encontraria a carne branca e macia. Igualmente perfeita. Nesse momento, a boca certamente já estaria transbordando de água. Água de fome e vontade. Uma faca grande e bem afiada faria o corte preciso. Com muita calma, penetraria nela o garfo de enormes dentes e a deitaria languidamente no prato. Ao seu lado, para breve companhia, um pouco de arroz, farofa e maionese. Pronto, perfeito. Agora, a boca aberta já estaria à espera, assim como todas as glândulas e todos os dentes. Se houver sorte e dinheiro, 32 inteiros ou consertados. Mas, antes, outro corte. Menor, mais delicado, mais sensível. Enfim, o garfo, o pequeno, espetaria a sua pressa na carne. E a boca ávida, como em nenhum outro dia, engoliria tudo. Ao seu lado, em silêncio, a sua mulher fazia o mesmo. Ao lado dela, fazia o mesmo a sua filha. E o filho. Na outra ponta, o seu pai, mãe, e pai e mãe dela. Na casa vizinha, dava para ouvir o mesmo. E o mesmo, o mesmo. Alguém riu, todos riram. Alguém disse Feliz Natal, todos repetiram. Alguém estendeu um presente, todos estenderam. Alguém anunciou que ia dormir, dormiram. E o céu deste mundo brilhava, sem reluzir nenhuma estrela, apesar de ser Natal .

sábado, 14 de novembro de 2009

' as marcas ficam [...]


Quem vê não imagina que já acreditei cegamente na fada do dente, no João pestana, e até mesmo em fada madrinha. Sonhava em conhecer meu príncipe num baile de máscaras, que o nosso primeiro beijo seria num jardim encantadoramente colorido de flores que exalam uma infinidade de aromas, e que os pássaros cantariam quando nos déssemos as mãos e eu até ouviriam o soar dos sinos a cada abraço apaixonado e que veria o amor refletido em seus olhos. E minha fada madrinha me visitava todas as noites e perguntava se eu estava bem, quais eram os meus sonhos e num balançar de varinha de condão todos eles se tornavam palpáveis diante de mim, e ela procurava cada machucadinho e arranhão em toda extensão de meu corpo e num passe de mágica aquelas pontadinhas de dor desapareciam e ficavam somente sicatrizes e marcas para que eu me recordasse o quão divertido foi adiquirí-los em meio a pique-pegas e amarelinhas, e em todos esses encontros eu dizia incansável o quanto eu invejava aqueles pontinhos reluzentes que bordeavam a linda tiara que repousava sobre seus compridos e sedosos cabelos.
Até que aquela menininha persuadida pelos encantos e ilusões de uma vida de fantasias se deu conta de que as flores do jardim murcharam e já não esbanjavam a mesma cor, que os sinos enferrujaram e já não soavam mais, que os pássaros migraram em busca de novos dias de verão e já não cantavam todas as manhãs, que o único cheiro que sentia era da terra molhada, se pelas lágrimas ou pelo sereno, não sabia...

Ela às vezes me visita e ainda pergunta como estou; a diferença é que a magia se foi, mas permanecem as sicatrizes de lembranças já não tão divertidas quanto antes.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Acasos .. !


A gente acaba aprendendo ou mesmo tendo que se conformar que mesmo as coisas não tendo chegado aonde queríamos que chegasse, cada segundo foi único e jamais nenhum outro será igual. Nunca nos arrependamos de nada, por mais que as coisas não tenham saído como planejamos, por mais que tenhamos errado sem saber que estavamos errando, fosse com si mesmo ou com outros. Cada experiência é única, sendo ela boa ou ruim, sempre vai servir pra nos dar lições e nos ensinar como agir da próxima vez .! '
Que todas as experiências às quais somos submetidos pelos acasos da vida nos mostrem um jeito de torná-las mais agradáveis ou uma maneira diferente de lidar com um determinado problema, uma forma de agradar um amigo ou mesmo de compensar o tempo perdido. Porque a gente também acaba aprendendo que a felicidade é feita de momentos e cabe a nós selecionar cada um deles pra que sejam devidamente guardados não só na memória, mas no coração.

Nosso sorriso é sempre contagiante e o principal motivo disso é a certeza de que nunca nos cansaremos de sorrir ! :D

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Meias decisões .!




(...) Eu havia tomado uma meia decisão, ou uma "quase decisão", havia alcançado um estágio em que já não me obrigava a tomar decisões radicais, absolutas, durante grande parte da minha vida isso me incomodara bastante, tomar adecisões sempre fora um problema para mim; mas eu já não era mais assim, não sofria mais dessa angústia, decidia as coisas sempre pela metade, havendo sempre, portanto, a possibilidade de uma mudança de planos, e essa mudança em nada me afetava, era como se tivesse decidido outra coisa desde o início, tudo bem.


Tomar meias decisões exige uma grande maturidade, não é nada fácil, é preciso estar muito centrado, em acordo consigo mesmo, caso contrário a meia decisão vira nenhuma decisão, o que, convenhamos, é lamentável, fracasso absoluto. Tomar meia decisão significa que você tem um rumo traçado e deverá segui-lo, com firmeza e determinação, mas se o acaso interferir, e se o bom senso aconselhar, você pode tranquilamente mudar o rumo, o leme, navegar noutros mares, e isso é tudo que um ser humano pode querer, concorda comigo?


De repente, senti que uma atmosfera estranha me envolvia, me levava para onde eu não pretendia ir e meu pensamento, foi e voltou algumas vezes, como uma onda, em minha cabeça.


Era a outra metade da meia decisão que vinha agora me visitar, e abri a porta para ela, "seja bem vinda, outra metade, pode entrar". A outra metade não fez cerimônia, entrou e me puxou pela mão até aquele beco sem saída de indecisões que eu tanto quis evitar! (...)






"A Confissão" - pág. 210 (Adaptada)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Metade (Oswaldo montenegro)


Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que triste;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.

sábado, 3 de outubro de 2009

- Mais que um sorriso ,.


Seu sorriso move montanhas.
Move a terra, move as águas do mar
Seu sorriso, move meu coração
E é o que me faz te amar

Seu sorriso esclarece meu dia
Minha noite, minha vida
Seu sorriso me traz alegria...
Mais que alegria...

Quando chega minha noite
E o sono chega em mim
Mesmo assim eu não te esqueço
Meu amor não tem fim !

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

- Que eu sinto !


A vontade mais profunda e sincera que possa cultivar dentro de mim? Te encontrar, te ver e reviver, relembrar ainda que apenas por flashes todas aquelas peculiaridades de estar ao seu lado e poder dizer:
Que eu sinto saudade das noites em que eu te vi, que eu te tive aqui, que te abracei, que te amei .. em pensamento !

Que eu sinto falta das palavras tão doces que um dia você disse pra mim, do silêncio que compartilhamos, dos olhares que tudo diziam, que tudo podiam significar e que sei que vou guardar pra sempre .. no coração !

Que eu sinto falta do frio na barriga, do coração acelerado, da voz que insistia em não sair tímida em sua presença, das mãos trêmulas, dos seus braços em volta de mim, das vezes que me tocou tão fundo que eu senti .. na alma !

Que eu sinto falta do amor, do carinho, da confiança, dos sonhos ainda que irrealizados, da boca seca ao falar contigo, dos passos que demos juntos, dos anos de convivência, dos dias com você, das horas ouvindo sua voz pelo telefone, dos minutos de abraço, de cada instante de calafrio, que vão ficar guardados .. na eternidade !

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

- O que se tornou (?!)


Quem é você? O que se tornou? Você que era o exemplo de pureza e perseverança, você que não se deixava ludibriar por promessas tão medíocres e míseros momentos de uma pseudo-satisfação. Você que nunca quis ser a melhor entre os outros, mas sempre ofereceu o melhor de si por eles. Você que inocentemente jurava amor eterno e ainda por cima acreditava nessa eternidade. Você que nunca invadia a privacidade alheia apesar de abrir mão da sua. Você que aconselhava sem ser ouvida, que o seu bem era o bem do próximo, que a sua felicidade era o sorriso visinho, e sua angústia, a lágrima de outros olhos. E de repente o espelho não reflete o mesmo brilho, e aquela magia toda se foi e não volta mais, não se pode encontrá-la. E de repente as cores fogem e as coisas fogem do controle. Tudo, subitamente, muda para um tom sombrio e você se vê fazendo o que estava completamente fora dos seus planos. Que planos? Você nem se recorda daquelas palavras que dizia internamente/externamente ... tanto faz. E da sua boca saem coisas que você nunca imaginou proferir, e você se vê capaz de coisas antes impensáveis, capaz até de crimes... bom, depende do ponto de vista”, é o seu argumento único e infalível. Desprezível, quem você se tornou desconhece o que você realmente é, e essa transição nem você sabe ao certo quando, como ou porque aconteceu. E que “a efemeridade de seus atos nada mais é que puro acaso, afinal, um momento de êxtase que seja não tem preço”, foi o que ouvi você mesmo dizer. Nada mais resta além da sombra de tudo o que você já foi um dia. Quem é você agora? Que nessa história, agora anjos são demônios!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Minha história !



Meu ideal seria escrever uma história na qual eu conseguisse contar fielmente cada momento da minha vida desde onde eu pudesse lembrar, e retratar cada cena com a devida emoção, exatamente como me senti, e resgatar memórias que nem eu mesma teria noção de que permaneciam exatamente como foram dentro de mim. Poder fazer com que, ao ler minha história, cada pessoa se identificasse com pelo menos uma reconstrução do passado, e transmitir cada cor, cada sentimento, e até mesmo cada brisa que me tocara no instante narrado. Meu ideal seria juntar cada pedacinho de papel que rasguei numa hora de raiva, pegar de volta cada lágrima que caiu no chão, engolir cada risada que saiu de minha boca e regurgitar cada ofensa que tive que engolir, não que eu tenha me arrependido, mas para colocá-las no papel de forma que pudessem ser revividas por mim e por quem as apreciasse num momento de leitura.
Detalhar cada lugar em que estive, cada sorriso que presenciei, cada arco-íris que enchiam meus olhos, cada data que relutei em guardar, cada mágoa que quis esquecer, cada papel de presente dilacerado num momento de curiosidade, tudo o que quis preservar intacto dentro de mim e acabei perdendo pelo caminho, tudo o que quis esquecer apesar de permanecer impregnado em minha mente. E poder descrever todos os deslizes que dei, as coisas que deveriam ter sido ditas e não disse, os erros que cometi e dizer que alguma coisa aprendi com eles e poder evitar que outros os cometessem, mas vissem a sua própria história escrita ali. Mesmo sabendo que, ao dizer que foram os “baixos” que me levantaram, as mentiras que me mostraram a verdade, as desilusões que me fizeram sonhar mais alto e os desamores que me ensinaram a amar mais intensamente, ninguém acreditaria. Ainda assim o escreveria, sem me importar em perguntar incessantemente: Por que favor ninguém acredita na minha história?

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

- Há escolha .



Tão simples dizer que nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Sofrendo automaticamente nos esquecemos do que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as emoções que gostaríamos de ter conhecido e não conhecemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. Aliviar a dor do que não foi vivido só se consegue se iludindo menos e vivendo mais. A cada dia vivido nos convencemos de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento perdemos também a felicidade. Porque a dor é inevitável ; já o sofrimento é opcional !

domingo, 6 de setembro de 2009

tráz de volta, saudade?


Se eu me distancio, se finjo que não notei, se não te procuro por um tempo .. é que a saudade é o sentimento que aproxima, que fortalece os elos e encurta as distâncias. É essa saudade que me faz te imaginar esperançosamente, e contar o tempo até a próxima vez que talvez nem venhamos a nos encontrar. Se às vezes parece que me esqueci ou que não o percebo mais é que preciso tê-lo ao meu lado, ouvi-lo dizer que precisa de mim, e sentir meu coração, não bater acelerado, mas sim voltar a bater..que longe de você uma parte de mim morre e a outra se desespera, parte de mim te quer de volta e a outra persegue suas lembranças dentro de mim mesma. A falta que meu eu sente da sua presença é o que mantem a certeza da total depência que tenho de ti, a certeza de que eu vou buscar cada vez mais te deixar ir pra que o reencontro seja mais envolvente que a despedida. Diz que você também tem essa certeza?
 
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